quarta-feira, 24 de junho de 2009

"The Underdogs"

Os Kasabian estão de volta com um novo e ao que parece conceptual álbum.

Este 3º West Ryder Pauper Lunatic Asylum, já me chamou a atenção pelos dois vídeos já lançados, com a presença do actor Noel Fielding, e obviamente pela música que de lá jorra, que é cativante do início ao fim.

Confesso que os dois álbuns iniciais nunca me interessaram muito, apenas uma ou duas canções suscitavam alguma coisa. Mas desta vez, depois de ouvir Fire, o segundo single, fiquei devidamente entusiasmado e depois de uma audição decente estou absolutamente rendido a este West Ryder...

Destaque ainda para o primeiro single, "Vlad the Impaler", com um vídeo vampiresco, e as duas primeiras faixas do álbum, "Underdog" e "Where did all the love go?", imprevisíveis do início ao fim. Mas numa escuta mais apurada, apercebe-se que o álbum nos diz mais qualquer coisa, muito eclético e com variedade em instrumentos musicais, com influências étnicas aprofundadas. Decididamente os tipos cresceram.

Com um Festival Paredes de Coura com um cartaz quase vazio, aqui estaria uma grande escolha.

Vlad The Impaler:




Fire:



Where did all the love go?




Underdog:

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Ana Moura

Uma noticia que vale a pena ouvir...

Depois dos Rolling Stones interessados nesta voz portuguesa, fala-se que Prince viajou de propósito a Paris para a ouvir e jantar com ela.

Decididamente, quer se goste ou não, é de salutar o reconhecimento.


Continuando, descobri que o "enlace" entre Ana Moura e os Stones vinha a dar corpo a um projecto de um senhor que os acompanhou numa última digressão, Tim Ries. Um projecto que visa revisitar as músicas dos Rolling Stones através dos artitas oriundos dos países englobados na digressão. Não encontro o álbum, se é que exista ainda, mas aqui ficam algumas amostras, muito interessantes mesmo:

Sara Baras (flamenco dancer), Espanha. Gravado num só take:




Video Completo com "No Expectations", interpretado por Ana Moura:




Klüver Big Band from Copenhagen:


terça-feira, 16 de junho de 2009

O mal amado

Muita gente acredica que Moby não faz música, que é verdadeiramente um músico sem gosto ou rumo...

Eu pessoalmente discordo. No início de 2008 lançou "Last Night", um verdadeiro tributo às pistas de dança que, apesar do meu gosto musical se permanecer apenas por ouvir e não dançar, se tornou num dos meus preferidos:



Recentemente lançou "wait for me", um álbum que ainda é uma incógnita para mim, mas que fica no ouvido por ser mais calmo e melódico:

terça-feira, 2 de junho de 2009

Finalmente! Backspacer!!!!

É o nome do novo álbum dos Pearl Jam, de longe a minha banda preferida. Ainda sem data de lançamento defnida, os Pearl Jam foram ao novo programa do Conan O'Brien e mostraram uma nova música bem como foi anunciado da boca do próprio Conan.
E mostraram que estão em forma. Ok, o som pode não ter estado nas melhores condições, mas percebe-se que Backspacer vem recheado de canções potentes.
A exemplo disso ontem saiu uma notícia de uma outra música nova de PJ que foi gravada à porta de uma sala de concertos que já não pode ser ouvida, mas que parece ser o primeiro single e a meu ver, se World Wide Suicide teve um sucesso interessante, este deverá rebentar com a escala.
Os Pearl estão em forma, estão de volta e prometem muita boa coisa.

O título do álbum, que para muitos bloguistas parece fraco e pouco apelativo, parece vir de uma campanha humanitária que os PJ fizeram e sem conhecer a temática do álbum parece-me um título normal, não precisando de ser espectacular, pois para isso bastar-nos-à a música.

Quanto às já consistentes queixas do pouco contexto da letra deste "Got Some", apenas digo que não têm lá muito fundamento. Sim, ela diz pouca coisa, mas é incisiva:
"This situation, what side are you on?
Are you dropping bombs, are you getting out?
Have you heard diplomatic resolve? Yeah"


É rápida, mexida e parece que os velhotes ainda tem muita energia para dar, o Stone Gossard até parece mais novo. Têm um pouco de raiva contida, e ligado à experiência de 20 anos de carreira parece-me uma faixa que ficaria bem num "No Code" ou mesmo num "Vs".

Diria que mal posso esperar pelas 12 ou 14 faixas de Backspacer:

terça-feira, 26 de maio de 2009

Reagge Vs alternativo

O título pode dar a entender que há uma diferença entre as vertentes musicais...

Mas não será o reagge também uma alternativa?

aqui fica a prova que são quase a mesma coisa...


Os Easy Star Al Stars são uma banda de reagge que se dedicou a remisturar grandes álbuns para a vertente "bob marley".

Começaram com "The Dub Side Of The Moon" e para já fizeram uma obra prima de um álbum que segundo as críticas é o mais reconhecido da década, para além de ser um dos meus preferidos. The "Ok Computer" dos Radiohead fizeram um "Radiodread" que muito enche o ouvido:





E em Abril decidiram fazer ainda melhor: remisturaram "Sgt Peppers Lonely Heart Club" dos Beatles. É preciso ter coragem, tive dificuldade em escolher a música certa deste álbum.



e ainda:

Alô Cubano!

Depois de levar com uma esfrega tal tive que ficar a adorar este som...
Música de pôr-do-sol, ao "som" de uma caipirinha....


terça-feira, 19 de maio de 2009

It's evolution baby!

Quem os conheceu terá sido certamente através da publicidade de uma empresa de telecomunicações. Os bloc party ficaram famosíssimos ao som de Banquet.
Com um primeiro album a pular de energia, daqueles em que qualquer faixa fica logo no ouvido à primeira escutadela. Um rock quase dançavel, com guitarras firmes e uma percussão que até agora é uma das muitas preferidas.

Pois bem, eles estão de volta, depois de um muito bem pensado 2º álbum, onde não quiseram repetir a dose e mostraram a toda a gente que não querem fazer o que se espera deles mas o que melhor sabem, com um disco muito alternativo.

Este 3º, Intimacy, bem...veio rebentar com a escala... deixaram de lado o rock puro e duro e puseram ritmo, muito ritmo...tanto que vários artistas ligados ao mundo da dança já os remisturaram.

Com uma abordagem diferente, os bloc party prometem tornarem-se num objecto de culto ao nível de uns blur e arriscaria mesmo falar em "espécie de radiohead"...

Ares (villain remix)






Signs (Armand Van Helden remix)

segunda-feira, 11 de maio de 2009

I won't f***ing sober, i'm Mr. November!

O título não nada mais do que uma parte do refrão de uma das minha músicas preferidas do momento.

Os The National vêm de Nova Iorque e parecem saídos de um bar obscuro numa rua do mesmo tom...

Com uma voz que parece que não quer cantar e que de vez em quando mostra toda a sua potencia, com umas melodias contagiantes desde o início, com arranjos musicais simples mas sublimes, e com um "frontman" misterioso e apaixonante como há muito não víamos, esta banda já merece um lugar de respeito na cena musical.
Realmente só tenho pena que não possa assistir ao vivo este ano no Sudoeste, porque é decididamente uma noite de verão muito bem passada.


terça-feira, 5 de maio de 2009

9 anos depois.....

Será que ainda tenho idade máxima suficiente para assistir a este grande concerto? Vá lá, não estamos a falar de uns Tokio Motel ou coisa que o valha...

OK, eu vou mesmo....(atenção, o título engana, eu não fui ao primeiro...)


No dia 28 de Setembro, no Pavilhão Atlântico teremos os Green Day a fazer as delícias de miúdos e graúdos...

O single, que pode ser ouvido aqui pode ser um seguimento natural do American Idiot, mas não nos desilude nem por nada.
21.st Century Breakdown é o nome do novo longa duração da banda e segundo Billie Joe conta a história de um jovem casal em luta no mundo adverso. Se a componente temática já foi encontrada sem aviso em American Idiot, só nos resta esperar pelo que vem aí.
Curiosamente, American Idiot, um dos meus álbuns preferidos, nao é mais do que uma segunda versão. Rezam as crónicas que nas sessões de gravação do que viria a ser o American Idiot, os elementos da banda estavam extasiados, pois achavam que estavam a fazer uma obra prima, aquilo era história numa partitura. Infelizmente, ocorreu um acidente em estúdio e as maquetes desapareceram pra sempre.
A banda então decidiu não tentar refazer o que já tinha composto e começaram tudo de novo. Assim surgiu um hino ao rock:

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Recomendado:

Logo no início do DVD "Where The Light Is" ficamos com a ideia que estamos perante um senhor da guitarra. John Mayer é de facto um senhor.






(ao som de um vinho do Dão!)

Ben Harper & Relentless7

Há quem diga que Ben Harper se cansou um pouco do som dos Innocent Criminals e precisava de um som novo. Ao que parece é apenas um projecto que parece ser sério mas que não vai importunar os Criminals.
"White Lies For Dark Times" é o álbum de Ben Harper e os Relentless7, uma banda ajudada a formar pelo próprio Ben Harper, há algum tempo atrás, quando um condutor de limusines (actual membro dos relentless7), o pediu para ouvir uma maqueta e desde então nunca mais os largou.

Shimmer and Shine é o primeiro avanço e garanto que só encontram semelhanças na voz, porque precisam de recuar aos primeiros álbuns de Ben Harper para encontrar algo minimamente semelhante. Aprovado:

terça-feira, 14 de abril de 2009

It's Blitz!

Quando podia ver a MTV2 conheci uma senhora chamada Karen O que cantava por cima de uma guitarra fortíssima e fiquei abismado. Os Yeah Yeah Yeah's cativaram-me com "Fever To Tell" e desde então que os sigo. "It's Blitz" é o seu 3º álbum e confesso que a mudança de sonoridade lhes assenta que nem uma luva. Extremamente dançável e contagiante desde o início. "Heads Will Roll" é a minha preferida:


Fica aqui também "Maps" do primeiro álbum:

domingo, 12 de abril de 2009

The Gaslight Anthem

Ainda bem que este ano temos o "Festival Alive!", porque provavelmente não teria a oportunidade de ouvir falar dos Gaslight Anthem. Um rock fluido, não se ligando a nenhum género em específico, mas notando-se algumas influencias aqui e ali...
A minha preferida, Old White Lincoln, faz lembrar The Cure e a linha do baixo traz uma sensação de estarmos a ouvir Joy Division.
A reter:

Rock n' Roll!!!

Numa das minhas viagens pelo youtube descubro algo a que agora se banaliza como super-grupo. Mas agora não se ouve música como esta.

Como o próprio Lennon afirma, faz-se acompanhar do baterista da "Jimmy Hendrix Experience", de um na altura quase desconhecido Eric Clapton e de um irreconhecível (visualmente claro está) Keith Richards.
A música, é puro rock n' roll, dá vontade de beber uma cerveja e mostra o que provavelmente se obtém durante uma transe de psicotrópicos...:)

sábado, 4 de abril de 2009

Saudades de Rock

14 anos depois, há uma banda que decidiu voltar à cena musical. Talvez motivada pela falta de recursos, talvez porque valia a pena. Duvido que haja alguém que não conheça (apenas) "More than words". Pois bem, foi com curiosidade que descobri "Saudades De Rock" o novo álbum dos Extreme, cujo guitarrista é o nosso Nuno Bettencourt, e retiro boas coisas. O single "Comfortably Dumb" dá o mote, com Gary Cherone ao seu melhor nível, mas a meu ver é em "Ghost" que os Extreme mostram porque são considerados por muitos uma das melhores bandas rock dos anos 80, tendo ainda uma palavra a dizer. Esta é uma das bandas que vale a pena reunirem-se.
É caso para dizer que já tinhamos saudades deste rock.

domingo, 29 de março de 2009

Death and all his friends...

Confesso que à primeira escuta de "Viva La Vida And All His Friends" não fiquei muito impressionado.
Mas por um acaso, numa viagem algures por este país, reparei melhor e apercebi-me que os Coldplay fizeram de facto um álbum extraordinário, desde "Violet Hill", com um vídeo alternativo primoroso, até "Lost", umas das melhores faixas da banda a meu ver, passando por esta "Death And Alll his Friends", uma das minhas preferidas.
Os Coldplay, mostram mais uma vez que, apesar de terem sido elevados ao estatuto de banda de topo, não se deixaram levar pelo simples compor de canções orelhudas que toda a gente gosta de ouvir e mantêm um quase culto, sinónimo de quem realmente sabe o que faz e que acima de tudo faz apenas o que gosta.


quarta-feira, 25 de março de 2009

Jesus, don't cry...

A 30 de Maio teremos por cá e pela primeira vez umas das mais importantes bandas de folk-rock dos Estados Unidos, ou em Braga ou em Lisboa no dia 31 eu devo lá estar...


segunda-feira, 23 de março de 2009

No Line On The Horizon

Simplesmente uma das melhores músicas dos U2 dos últimos tempos. O início triunfante dá mote ao resto da música, que promete ser um novo hino. Uma óptima canção para um início de concerto.
Com sorte em 2010, milhares de portugueses vão ter a oportunidade de a ouvir ao vivo



Crise?

Tenho muita pena por toda aquela gente mais velha do que eu (eu também não sou novo, diga-se), que nos tempos áureos da suas juventudes não podiam ficar à porta de um Coliseu dos Recreios à espera do seu ídolo musical, aquele artista de quem se ouvia a mais recente durante dias e dias sem fim.
Isto porque antigamente o tão afamado artista ganhava uma fortuna por um milhares/milhões de CD's, despachava T-shirt's, lenços e outros materiais próprios e quase não se dignava a aparecer em público, cada concerto dado num certo país era quase um feriado nacional oficioso.


Todo aquele "hype" era sem dúvida originado pelas grandes editoras, que ao jeito da expressão "little fish, big fish", coordenava todo o trajecto musical de uma banda ou artista, desde o seu primeiro concerto no bar ali ao lado até à primeira aparição televisiva. O marketing era (não que agora não o seja) esmagador e vendiam-se álbuns como se vendiam ervilhas. O artista, que recebia uma dízima parte dos proveitos, contentava-se com a fortuna e simplesmente fazia o que se pensava ser o ideal para todos. Nós que fizemos, eles que venderam e os outros que compraram. Parecia uma fórmula de sucesso.


Mas agora que um álbum, ou um outro projecto musical se encontra à distância de um clique, as coisas mudaram e drasticamente. O artista, que admitamos, merece ser compensado pelo seu trabalho, viu-se sem soluções. E basicamente viu-se sem dinheiro. Isto porque ninguém vai comprar o 5º álbum dos Rolling Stones (a não ser que realmente o queiram, obviamente) quando podia aproveitar o dinheiro, que já de si é pouco, para outra coisa qualquer. Os rendimentos de longo prazo do artista/editora foram a zero, levando principalmente o artista a ter que repensar a estratégia, já que as editoras, corporativistas como ainda querem ser, parecem ainda viver num oásis, cuidadosamente construído para o efeito.


De entre várias estratégias, não consigo escolher uma que considere resultar em pleno, afinal de contas, estamos a falar da solução para um problema megalómano. E uso a palavra megalómano porque o problema, que pensamos estar resolvido para o simples ouvinte é bem mais complicado.
Distribuir gratuitamente pela internet, de um modo oficial o novo trabalho musical como fizeram os Radiohead, ou distribuir um álbum em conjunto com um jornal diário como fez o Prince são apenas testes à nossa inteligência, ao nosso bom senso, é uma pequena picada para saber qual a reacção global a todo este novo estado de ser da música. Sim, porque estamos aqui a falar de música, a coisa que mais gostamos (eu pelo menos), e sinceramente acredito que nós ouvintes merecemos acima de tudo qualidade.

E qualidade com certeza que não nos falta, basta ligarmo-nos aos sites, blogs e youtube’s da cena musical para ficarmos a par de tudo, as notícias frescas, as novidades, as sensações. Bandas como os arctic monkeys que eu orgulhosamente comento que os via na MTV2 britânica com a única musica editada gravada em vídeo muito antes de serem o que são agora, começaram precisamente pelo Myspace, uma das muitas redes sociais, e do nada construíram o que agora parece ser um caminho talhado para o sucesso.

E exemplo como estes começam a ser muitos, porque o acesso à internet e a procura voraz por informação transformam ainda mais num mercado aberto o mundo musical. Já não bastava ser possível o descarregar gratuito/ilícito da música, como agora temos também toda a gente a acreditar que é possível ter-se sucesso. Por um lado o mercado está mais aberto, consegue chegar a todo o lado, e descobrem-se verdadeiras pérolas, que outrora seria impossível.

Por outro, a informação consegue ser tanta que mesmo para o mais aficionado se torna virtualmente impossível descobrir tudo o que lhe possa agradar , mas acima de tudo acaba por não ter tempo para verdadeiramente apreciar o que já conhece. É novamente uma espécie de saturação, embora eu ache, pesando os prós e contras, que trata-se de uma saturação bastante positiva, que vem dar-nos constante oportunidades de descoberta, e nem precisamos de estar muito atentos.

Se para o ouvinte o problema parece estar resolvido, o que precisa de fazer o artista para simplesmente ser ressarcido de alguma maneira? Não sejamos hipócritas ao ponto de chamar o artista de oportunista, afinal ele trabalhou para nos agradar e também precisa de sobreviver.

A resposta mais comum por parte do músico reflectiu-se naquilo que ele deveria melhor saber fazer, o concerto. Agora, as tabelas também já incluem o quanto se facturou na última digressão e o quanto se pensa facturar na próxima, e até os contratos com editoras se fazem baseados no números de tournées se vai fazer. Já podemos comprar um toque para o telemóvel mesmo antes da música sair realmente para o mercado, já se vende música avulso, como se peixe se tratasse. E o artista, que até podia ter um conceito para o novo álbum, vê-se novamente rendido ao marketing, e a música volta a ser pontapeada para segundo plano.

E com isto tudo vamos ver este ano Metallica pela 4ª vez seguida, os Pixies precisam de dinheiro e vão fazer mais uma digressão, até o grande Leonard Cohen admitiu que a última digressão (que passou por Portugal), foi pelo dinheiro, já que estava em bancarrota e os Rollling Stones juntaram os ossinhos e também estiveram por terras lusas em três anos seguidos. Esta é a nova fonte de rendimento do artista, impotente para vender o seu trabalho, mas ainda algum com poder de encaixe para poder ripostar.

Um dos problemas é que muitos dos artistas vêm-se forçados, ou então porque simplesmente querem, a cobrar elevadas quantias de dinheiro para vir ao nosso país por exemplo, mesmo quando esse artista é aclamado. Exemplos disso são os Green Day, R.E.M., Coldplay, Foofighters, que falharam o nosso país nas suas tournées europeias, após lançamento de álbuns de sucesso.

Outras das soluções passa pela cedência da música à publicidade, numa tentativa de publicidade mútua, eu vendo a minha “coisa” e tu vendes a tua. Sinceramente, considero esta última hipótese mais uma machadada naquilo que gostamos mais. Citando Eddie Vedder, “nós, enquanto músicos, temos tanto poder nas nossas mãos, que em vez de dizermos às pessoas para mudarem o mundo vamos dizer-lhes para comprarem um carro? Acho que não.”.

Só tempo dirá se haverá um equilíbrio que satisfaça toda a gente, mas desde que apenas a música sobressaia, que é o que realmente interessa.

E perante isto, o ouvinte depara-se com outro problema. O que fazer com tantos concertos em 2009? Desde Super Bock Super Rock, Sudoeste, Alive!, Marés Vivas, Paredes de Coura, Surf Fest e outros festivais e eventos de envergadura nacional, até aos concertos em nome próprio, o corrente ano, ao exemplo do anterior torna-se numa autêntica batalha para fazer esticar o orçamento. Diriamos que vivemos em crise? Eu cá acho que sim. Mas, se calhar as salas e recintos esgotados mostram que não! E ainda bem…

quarta-feira, 18 de março de 2009

Bad Things

Com este genérico de entrada vale a pena ver o resto do episódio...

Com uma música e letras cativantes do início ao fim, Jace Everett merece o meu respeito...e deu uma outra vida à série dos vampiros...

"I don't know who you think you are,
But before the night is through,
I wanna do bad things with you.
I wanna do real bad things with you."